Dallagnol: Não surpreende que parlamentares continuem praticando crimes

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Dallagnol: Não surpreende que parlamentares continuem praticando crimes

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, criticou a decisão tomada ontem pelo STF que determinou que medidas cautelares contra parlamentares devem receber aval do Congresso.

“Não surpreende que anos depois da Lava-Jato os parlamentares continuem praticando crimes: estão sob suprema proteção. Parlamentares têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e agora uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF”, escreveu nas redes sociais.

A decisão foi recebida com revolta no Senado Federal, que ameaçou desobedecer a decisão e votar contra seu cumprimento no Plenário. Os senadores, no entanto, decidiram esperar o julgamento no plenário do STF. Após um empate entre os ministros, o voto decisivo foi dado pela presidente do Supremo, Cármen Lúcia.

Outro procurador da Lava-Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, também usou as redes sociais para criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal.

“Hoje tivemos a submissão do STF ao Congresso. Podemos chamá-lo ex-Supremo”, escreveu.

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