Francischini rebate posição do CFP contra Lei de diagnóstico sobre autismo: “Estão desprezando a luta de milhares de famílias”

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Francischini rebate posição do CFP contra Lei de diagnóstico sobre autismo: “Estão desprezando a luta de milhares de famílias”

O deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade/PR), relator da Lei 13.348 – que torna obrigatório o exame de diagnóstico precoce para autismo em crianças até 18 meses -, e presidente da Frente Parlamentar em defesa dos diretos dos Autistas, repudia veementemente a posição político-ideológica do Conselho Federal de Psicologia que tenta suspender a implantação do exame, proposta por essa Lei, que passará a ser oferecido gratuitamente pelo SUS.

“A posição do Conselho Federal de Psicologia despreza a luta de anos de milhares de famílias que buscam direitos tão importantes e que agora foram duramente conquistados. Uma criança com síndrome espectro-autista tem déficit de desenvolvimento na Comunicação, na Interação Social, e no Comportamento Repetitivo ou sistemático. Quanto mais cedo o acompanhamento mais seu desenvolvimento terá progresso”, diz Francischini.

A posição do CFP, postada no site do órgão, defende que no Reino Unido e Estados Unidos a recomendação é não rastrear agravos psíquicos.

“O Conselho resumiu todo o texto da Lei, fruto de pesquisa e luta de anos, como ‘rastreamento de agravos psíquicos’. Não se pode diminuir a importância dessa Lei. Ela moderniza e democratiza o fornecimento de diagnósticos precoces do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)”, rebate o deputado.

Diferentemente do citado no texto do CFP, há exemplo de absoluto sucesso sobre o diagnóstico precoce do TEA nos Países Baixos. Lá, o rastreamento precoce do autismo é executado por equipes multidisciplinares de profissionais da Saúde – pediatras, psicólogos, psiquiatras da infância, neurologistas, neuropsicólogos e psico-pedagogos.

“Essa mesma metodologia será futuramente plenamente aplicável no Brasil. Nosso país é capaz de identificar, por meio de profissionais capacitadas, os primeiros sinais de autismo em bebês de até 18 meses”, explica o parlamentar, pai de uma criança com síndrome espectro-autista.

Francischini lidera um grande grupo famílias, autistas e profissionais de Saúde que fazem coro em pedir a imediata interdição do posicionamento do CFP. Interromper um avanço tão importante o processo de identificação de sinais de eventuais distúrbios psíquicos em bebês até 18 meses significa um retrocesso na saúde pública do Brasil tão defendida todos estes anos pelo deputado.

Autismo, território de incertezas

No Brasil, o avanço nas pesquisas no campo do autismo ainda é irrisório. A imprecisão do diagnóstico nos dias de hoje e a então falta de um exame genético torna mais moroso o desenvolvimento de crianças com TEA.

No final de 2014, pesquisadores do Projeto Genoma defenderam que o diagnóstico e tratamento precoce são fundamentais para melhoria no quadro do paciente autista.
Nessa época, houve uma importante descoberta na área: o gene TRPC6 seria a chave da predisposição ao autismo. Eventuais alterações nesse gene levariam a problemas neurológicos. E mais: concluíram que tais variações podem ser corrigidas com uma substância chamada hiperforina, presente na erva-de-são-joão.

Para que o tratamento esteja ao alcance de todos, é importante mais que nunca a sociedade organizada, políticos, famílias e órgãos competentes irmanarem-se na cruzada pelo melhor tratamento a ser disponibilizado na rede pública de Saúde. 

Ouça o áudio:

CFP contra Lei de diagnóstico sobre autismo é desprezo com a luta de milhares de famílias
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