Justiça aumenta condenação de Mizael para 22 anos e 8 meses por matar Mércia

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Justiça aumenta condenação de Mizael para 22 anos e 8 meses por matar Mércia

Tribunal de Justiça de SP acrescentou mais 2 anos e 8 meses à pena de 20 anos de prisão que advogado recebeu pelo assassinato da ex-namorada. Desembargadores aceitaram apelação do MP

A Justiça de São Paulo aumentou o tempo da condenação do advogado e ex-policial militar Mizael Bispo de Souza para 22 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima em 2010. Nesta quarta-feira (28), desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) aceitaram parcialmente a apelação do Ministério Público (MP), e acrescentaram mais dois anos e oito meses à pena anterior de 20 anos que o ex da vítima havia recebido no julgamento de 2013. No julgamento de apelações ocorrido nesta manhã, os magistrados da 12ª Câmara Criminal do TJ também negaram o recurso da defesa de Mizael, que pedia a anulação do júri que o condenou. Os desembargadores ainda não concordaram com os advogados do condenado, que queriam reduzir a pena de prisão do cliente, que está detido desde fevereiro de 2012. Mesmo assim, cabe recurso à defesa às instâncias superiores da Justiça. O G1 não conseguiu localizar os advogados de Mizael para comentar o assunto. O caso Mércia Nakashima ficou conhecido em 2010, quando o carro e o corpo da advogada, que haviam desaparecido de Guarulhos, na Grande São Paulo, em 23 de maio daquele ano, foram encontrados, respectivamente, nos dias 10 e 11 de junho dentro de uma represa em Nazaré Paulista, também na região metropolitana. A vítima tinha sido baleada e morreu afogada. Em março de 2013, os jurados escolhidos no Fórum de Guarulhos condenaram Mizael pelos crimes de homicídio doloso qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa de Mércia. Ela tinha 28 anos. Em 2013, o júri considerou que Mizael matou Mércia por ciúmes e vingança por ela não ter aceitado reatar o relacionamento com ele. O advogado sempre negou o crime, mas atualmente cumpre a pena em regime fechado na Penitenciária de Tremembé, no interior do Estado. Ele tem 47 anos. No julgamento de apelação desta quarta, os defensores de Mizael pediam para o TJ anular o júri que o condenou por entenderem que a decisão dos jurados foi contrária às provas do processo, e ocorreu cerceamento de defesa, parcialidade do juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano e do promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, além de problemas nos laudos periciais. A reportagem não encontrou o magistrado para comentar o assunto. Procurado, o promotor comemorou a decisão dos desembargadores do TJ que aceitaram parte de seu recurso para aumentar a pena de Mizael. “Eu pedia pena de 24 anos e seis meses e os desembargadores deram 22 e oito meses de prisão. A pena anterior era 20 anos. Aumentou 2 anos e oito meses. Mesmo assim estou surpreso e contente”, disse Antunes nesta tarde ao G1. A desembargadora Angélica de Almeida foi a relatora do caso no Tribunal. O desembargador Paulo Rossi foi o revisor. Mais um terceiro juiz também votou. (Portal do G1)

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